Sempre caí de cabeça em tudo que me envolvia. Trabalhos, amizades, relacionamentos. Acredito que sempre dei 110% se não mais de mim. Mas será que realmente vale a pena? Penso que as vezes pessoas que como eu s dedicam demais a um assunto estão fadadas a sair machucadas, não importa o que aconteça. Num relacionamento, seja amoroso, seja amigável, esperamos ser retribuídas por tudo aquilo que damos, numa tentativa de obter reconhecimento pela dedicação e amor depositados na pessoa. Mas por sermos tão dedicadas, acabamos ficando frustradas pelo fato de que muitas vezes as pessoas não se dão todo o trabalho, não são tão dedicadas, logo, não devolvem tudo aquilo que recebemos. E quando esperamos que isso não aconteça, quando enchemos nossos corações de esperanças, dia após dia, pessoa após pessoa, não é pelo simples fato de que se demos devemos receber de volta, mas porque procuramos outras pessoas iguais a nós, porque vivemos a partir da premissa que não se deve fazer aos outros, o que não queres que façam a ti.
Constantemente me encontro na situação de me frustrar com alguém ou algo por não responderem a minha expectativa, não me tratando do modo que esperava. Antes ficava mais do que frustrada, ficava deprimida, arrasada. Não digo que hoje não sinto nem uma ponta destes sentimentos, mas aprendi que o que faz de nós seres humanos tão únicos e indispensáveis é a individualidade. E cada pessoa possui seu conjunto de prioridades, sua forma de ver o mundo, de amar e de relacionar – se com o outro. Por isso agora encontro – me numa situação de frustração, levanto a cabeça e continuo seguindo em frente, sempre à procura de pessoas que assim como eu, dedicam – se totalmente a tudo que fazem.
Sunday, July 05, 2009
Almejar coisas para o futuro é importante para qualquer um, mas até onde pode ser considerado um ato saudável? Aonde devemos impor um limite no desejo enfreado? E já que estamos neste assunto, até onde seria vantajoso para uma pessoa não desejar muito de sua vida? Qual seria o meio termo?
Por exemplo, eu quero mais do que tudo ser feliz, me casar, ter filhos, um trabalho satisfatório que me permita alguns luxos como viajar, morar em uma casa agradável, totalmente equipada com móveis e eletrodomésticos bonitos e funcionais, além de conforto, especialmente em uma sala de televisão, planejada para a exibição de muitos, muitos filmes. Porque eu também quero uma coleção invejável de filmes e livros, e muitos pôsteres nas paredes.
Mas isso tudo é hipotético, eu não faço idéia de qual trabalho falo quando penso no futuro, nem no número de filhos que vou ter, e acredito que ainda nem conheci a pessoa com quem virei a me casar. Ou seja, não são ambições, são sonhos. Totalmente diferentes de quem eu costumava ser, decidida a cursar direito e prestar concurso para a justiça federal, uma vez formada. Mas essa Laura do passado sumiu, não há mais nada dela a não ser memórias remotas sobre como costumava ser. Eu credito essa mudança à todas as pessoas que cruzaram o meu caminho, momentos difíceis pelos quais passei, e mais do que tudo, ao amadurecimento pessoal.
Posso não ser tão ambiciosa como antes. Posso parecer um pouco despreocupada com o futuro, mas é só porque tento viver o presente. Antigamente não restava tempo para realmente curtir o momento, eu sempre estava prevendo meu próximo passo, a fim de conquistar tudo que almejava. Hoje sei que não faço idéia do que acontecerá amanhã, e também sei deveria possuir um pouco mais de ambição, mas sabe de uma coisa? Eu sou feliz atualmente, mais do que nunca. E pra mim, isso que importa.
Por exemplo, eu quero mais do que tudo ser feliz, me casar, ter filhos, um trabalho satisfatório que me permita alguns luxos como viajar, morar em uma casa agradável, totalmente equipada com móveis e eletrodomésticos bonitos e funcionais, além de conforto, especialmente em uma sala de televisão, planejada para a exibição de muitos, muitos filmes. Porque eu também quero uma coleção invejável de filmes e livros, e muitos pôsteres nas paredes.
Mas isso tudo é hipotético, eu não faço idéia de qual trabalho falo quando penso no futuro, nem no número de filhos que vou ter, e acredito que ainda nem conheci a pessoa com quem virei a me casar. Ou seja, não são ambições, são sonhos. Totalmente diferentes de quem eu costumava ser, decidida a cursar direito e prestar concurso para a justiça federal, uma vez formada. Mas essa Laura do passado sumiu, não há mais nada dela a não ser memórias remotas sobre como costumava ser. Eu credito essa mudança à todas as pessoas que cruzaram o meu caminho, momentos difíceis pelos quais passei, e mais do que tudo, ao amadurecimento pessoal.
Posso não ser tão ambiciosa como antes. Posso parecer um pouco despreocupada com o futuro, mas é só porque tento viver o presente. Antigamente não restava tempo para realmente curtir o momento, eu sempre estava prevendo meu próximo passo, a fim de conquistar tudo que almejava. Hoje sei que não faço idéia do que acontecerá amanhã, e também sei deveria possuir um pouco mais de ambição, mas sabe de uma coisa? Eu sou feliz atualmente, mais do que nunca. E pra mim, isso que importa.
Friday, July 03, 2009
Aquele olhar penetra a minha pele, me faz sentir como se estivesse nua, livre de tudo que me protege do mundo exterior. É um olhar que ultrapassa minha armadura de ferro, me faz perder o chão e impede o meu cérebro de raciocinar direito. Um olhar que enaltece a auto-estima, que me dá gás pra continuar vivendo, que me faz especial. Mas será que é mesmo isso? Será que é um olhar de alguém que me deseja, ou é simplesmente um olhar de quem observa as pessoas?
Wednesday, July 01, 2009
Continuo impressionada pelo fato de que tão pouco pode nos fazer tão bem. Não necessitamos de incessantes idas aos shoppings, de milhares de bolsas, sapatos, all stars, entre outros. O que necessitamos é uma roupa que nos aqueça, algo que proteja nossos pés, uma bolsa ou mochila que apenas guarde nossos pertences, e deu. O resto, não são necessidade, pelo menos não necessidades primárias, básicas para a sobrevivência, apesar de alguns acharem que são.
Podemos ser feliz com tão pouco, mas no entanto queremos mais. Eu por exemplo não me contentei com as 42 bolsas que tenho, e vivo procurando outra que possa vir a fazer parte da minha coleção. E esse querer mais pode ser benéfico ou prejudicial. Pode existir o querer mais de quero mais da vida, das pessoas, quero uma experiência completa, quase transcendental, assim como pode existir o quero mais de não me contento com nada nunca, quero fazer o que o Pink e o Cérebro nunca conseguiram, dominar o mundo. Isso pra mim é egocentrismo, dos brabos.
Cara, nem sei porque comecei a falar nisso, por sinal.
Talvez seja porque comecei a entender que eu posso viver com pouco, e em algumas ocasiões ser mais feliz do que sou atualmente. Tudo depende do ponto de vista e do que quer da vida. Eu, não importa onde estiver, com quem estiver, seja trabalhando, estudando, em Porto, no Brasil ou fora, se estiver feliz, nada mais importa.
Porque pra mim, esse é um dos sentidos da vida, ser feliz, de orelha a orelha, com o que se é.
Podemos ser feliz com tão pouco, mas no entanto queremos mais. Eu por exemplo não me contentei com as 42 bolsas que tenho, e vivo procurando outra que possa vir a fazer parte da minha coleção. E esse querer mais pode ser benéfico ou prejudicial. Pode existir o querer mais de quero mais da vida, das pessoas, quero uma experiência completa, quase transcendental, assim como pode existir o quero mais de não me contento com nada nunca, quero fazer o que o Pink e o Cérebro nunca conseguiram, dominar o mundo. Isso pra mim é egocentrismo, dos brabos.
Cara, nem sei porque comecei a falar nisso, por sinal.
Talvez seja porque comecei a entender que eu posso viver com pouco, e em algumas ocasiões ser mais feliz do que sou atualmente. Tudo depende do ponto de vista e do que quer da vida. Eu, não importa onde estiver, com quem estiver, seja trabalhando, estudando, em Porto, no Brasil ou fora, se estiver feliz, nada mais importa.
Porque pra mim, esse é um dos sentidos da vida, ser feliz, de orelha a orelha, com o que se é.
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