Saturday, February 06, 2010

Não me levem a mal, acho o wayfarer um dos óculos mais lindos que já vi. É moderno e antigo ao mesmo tempo, tem um "quê" de cult, e, é inegavelmente, uma tendência de moda. Mas eu simplesmente não aguento mais enxergá-lo em todos os lugares, em editoriais de moda de revistas, em filmes, novelas, séries, clipes etc e tal. As celebridades de Hollywood como Robert Pattinson (gato), Orlando Bloom, Jude Law, Lauren Conrad, Vanessa Hudgens, Amy Winehouse, Drew Barrymore e Fergie, entre outros, têm o ícone da rayban como acessório indispensável no red carpet e fora dele também. Mas tudo bem, o que eu falei até agora simplesmente prova que tendências existem, e o quão influenciadoras são, é só andar por Porto Alegre, seja em shoppings, festas, bairros bohemios como a Cidade Baixa, colégios, faculdades e praticamente todo lugar com grande contingente de pessoas, para comprovar. Só que o auge dessa loucura, para mim, chegou no momento em que em um episódio de Medium, estrelado por Patricia Arquette (a loira de Stigmata), Allison, personagem vivida pela atriz, amanhece com os olhos sensíveis à luz, e passa o episódio inteiro usando óculos escuros, que obviamente, são Wayfarer. Mas não são simples óculos, além de terem a armação branca, deixando um composição super desequilibrada uma vez que os estilos não combinam, ele ainda permite que a médium veja numeros nas pessoas, sendo que estes, significam a idade que morrerão. Além de ser muito creepy, o episódio praticamente transforma o maldito óculos em algo mágico, e levanta uma questão interessante: até onde os produtos utilizados em filmes, séries e afins, são parte de uma tendência, ou são merchandising?

Saturday, January 30, 2010

Eu adoro séries médicas porque os roteiristas sempre dão um jeito de introduzir discussões éticas no cotidiano dos trabalhadores de um hospital. Seja em E.R, Grey´s Anatomy, Private Practice ou House (entre outras), o médico sempre fica com aquela dúvida se deve ou não salvar um paciente que matou criancinhas, ou fazer um aborto em uma adolescente que se descuidou, ou até avisar às autoridades, do paradeiro de uma criança sequestrada pelo pai, pois sofria abusos na casa da mãe. Muitos vêem como uma forma de polemizar, conseguir audiência, e pode até ser, mas para mim, é muito mais que isso. Essas dúvidas que os profissionais têm, ultrapassam as barreiras da lei, ou do juramento feito na formatura, e tornam – se o elemento-chave de humanização do personagem. Nas séries, muitas vezes os médicos parecem robôs que salvam o paciente no final do dia (ou do episódio), graças ao formato utilizado por quase todas as emissoras de televisão. Mas quando vemos que não se trata mais de saber o procedimento, o tratamento ou a cura, e sim de que aquelas pessoas tão “bondosas”, que dedicam sua vida a ajudar os outros, têm pensamentos duvidosos, obscuros ou então, moralmente incorretos, podemos fazer uma conexão entre a ficcção e a realidade. E ainda por cima, absorvemos automaticamente tais dúvidas, e passamos a nos questionar o que seria o correto ou não, de acordo com o nosso ponto de vista. Eu já muitas vezes debati assuntos originados de alguma série com a minha mãe, e o resultado não poderia ser mais satisfatório, uma vez que fui obrigada a pegar os ensinamentos dados pela familia, pela igreja e pelo colégio, e adaptá – los a mim, à minha vida, criando assim, minha voz. E com esse post, espero voltar a escrever mais aqui, sem focar tanto em minhas emoções exarcebadas e momentâneas, e pôr meu cérebro um pouco para funcionar, sempre na busca de uma voz melhorada.

Sunday, October 18, 2009

Hoje me sinto magoada, traída. Não, me sinto passada pra trás. Não, também não é isso. Aproveitada? Não é bem essa palavra, mas no momento não consigo achar a palavra definidora do objeto de um (a) aproveitador (a), mas é assim como me sinto. Já faz tempo na verdade, que isso vem acontecendo. A sindrome de Madre Teresa de Calcutá rola solta em mim, e toda vez que faço algo movida por isto, recebo pancada na cabeça. É um problema de ética, eu imagino. No colégio não gostava de colar, só de pensar ficava nervosa. Acreditava que se eu fosse prosperar, suceder, séria somente pelos meus meritos, mesmo que fosse em matérias como quimica, que sabia que não usaria após sair do colégio.
Me irrita sabe? Imaginar que eu vou ter o mesmo desempenho de alguém que vagabundiou o tempo inteiro, enquanto eu vi a vida passar na janela, o sol subir e descer. Será que eu sou ingênua? Se acreditar no bem das pessoas, confiar que farão o que é correto, moralmente correto, me qualifica como ingênua, então sou com todas as letras em caixa alta. É horrível, injusto e me dá vontade de chorar. Chorar para nao gritar de raiva, estourar com as pessoas e mandá - las com todo respeito tomar no cú. Chorar também por decepção.
É um situação avassaladora pra mim. No momento, tenho muito o que fazer, mas só o que consigo pensar é que eu quero chorar e chorar e chorar, e dormir por uns bons dias, na esperança de acordar com toda essa coisa ruim fora do meu sistema.

Wednesday, September 02, 2009

Muitas vezes me perguntava se não deveria ser mais regionalista, ostentar mais meu orgulho de ser gaúcha e seguir as tradições do povo do sul. Muitas vezes me senti mal por não fazer nada das coisas citada acima, sentia até um pouco de vergonha, tamanho o descaso que pensava ter em relação à terra em que nasci, me criei e sempre me fez sentir amada. Mas recentemente, ao ser confrontadas por outras culturas, pensei mais afundo no assunto que me incomodava e cheguei a um insight no minimo esclarecedor, dei - me conta de que a tradição gaúcha já está impressa em mim, seja no modo de falar, seja no modo de defender minha terra querida com tanto ardor. Não preciso me vestir de prenda e dançar a chula para demonstrar meu orgulho, já o demonstro todo dia ao não negar minhas raízes. Eu sou gaúcha mesmo porra, gaúcha que fala bá, que acredita na força do povo e no potencial do estado, e não há ninguém capaz de me convencer do contrário.
É fácil falar e criticar quando não se conhece muito bem algo, é fácil falar quando uma cabeça fechada causa uma miopia, é fácil falar quando acredita - se ser superior a tudo isso. Mas tudo bem, todo mundo tem direito a sua opinião, mesmo que a mesma seja infundada. Mas criticar? C R I T I C A R o fato de porto alegre não ser capitalista ao ponto de saturar o mercado, as ruas e o ar que respiramos? Criticar por sermos um povo que acima de tudo valoriza tudo que passamos, aliás, nossos ancestrais passaram, e que nos permite viver hoje em harmonia?