Wednesday, March 03, 2010

The phantom of the opera is there... inside your mind.

Simplesmente adoro O Fantasma da Ópera! As músicas em especial, ainda mais a do próprio fantasma, que no filme de Joel Schumacher, é interpretado por ninguém menos que Gerard Butler. Que homem, eu digo. Que homem tão maravilhoso que consegue fazer com que uma deformidade facial não seja tão ruim de encarar, que tem uma voz que dá vida ao personagem sombrio, uma voz com um quê de rock, e não ópera. Enquanto a maioria dos atores cantam de forma suave e aguda, ele esbanja emoção, e sombriedade dignas de um gênio que a vida castigou. Sou com certeza do "team Fantasma", não por Gerard Butler, apesar de que ele facilita que nos apaixonemos pelo personagem, mas pelo tom do relacionamento dele com Christine. Desde pequena, quando escutava a gravação original da Broadway, sentada na sala da minha avó, que a história rondava minha cabeça, e sempre desejei que por algum milagre a história fosse reescrita, e Christine e o Fantasma ficassem juntos no final. Querendo, ou não, ela o ama, mesmo que no final não pareça, devido as atrocidades que ele comete, e o ama de uma forma muito mais pura do que Raoul.
O amor de Christine e Raoul é um sonho, é a utopia de qualquer menina: casar com aquele menino por quem apaixonara - se quando criança, o famoso reencontro, a sensação de destino cumprido. O amor entre o fantasma e Christine, vai mais à fundo, é um amor de almas, nutrido aos poucos através do aprendizado, o mestre e a aprendiz que com o passar do tempo, tornam - se indispensáveis para o outro. Foi graças ao fantasma que Christine debutou como cantora, foi graças a ele que alcancou o estrelato, e foi ele que lapidou seu dom bruto. E apesar disso tudo, imagina - se que ela teria um pouco mais de compaixão, mas infelizmente, não. Cegada pela utopia e pelo sangue derramado, abandona seu criador. E tudo poderia ter sido evitado, se ela e Raoul respeitassem os desejos do fantasma, expressos nos bilhetes mandados.
Um gênio atormentado que busca apenas ser amado como uma pessoa normal. Muito melhor que um visconde maricas.




Gerard Butler cantando minha música preferida em uma de minhas cenas preferidas.

Tuesday, March 02, 2010

A Cabana

São três da manhã e eu gostaria muito de poder ligar para alguém e compartilhar tudo que estou sentindo no momento, mas como disse, são três horas da manhã e mamãe me ensinou que ligar após as dez horas da noite para alguém é falta de respeito. Mesmo que eu saiba que muitas pessoas estão acordadas agora, algo me impede de completar a ligação, mesmo já tendo digitado os números em meu celular. E como que não tem cão, caça com gato, cá estou eu, neste webvazio, onde ninguém entra, pronta para compartilhar o que eu li. A primeira vez que minha mãe me falou sobre este livro, torci o nariz. Não queria ler nada relacionado à Deus ou religião, e achei a história um tanto quanto triste, entrtanto, hoje num rompante de tédio e numa escassez de livros aqui de casa ainda não lidos, cedi à tentação. Já na primeira página do prefácio senti - me presa ao enredo, desejando devorar as páginas como quem tem um prato de comida a sua frente, e não come há dias, e após as 20 primeiras páginas, questionei se continuaria lendo, ou se pediria que minha mãe apenas me contasse o final, esperando que fosse um "e tudo ficou bem e eles viveram felizes para sempre". Mas veja bem, A Cabana, não é um livro nos moldes hollywoodianos, e também não é um livro que fala de religião, do catolicismo, é mais que isso, e na falta de palavras, apenas digo que nunca li algo assim. Nunca imaginei que frente a uma atrocidade, fosse me sentir bem com o desfecho, e nunca pensei em Deus como algo independente de religião, regras, dogmas e etc, agora penso. Agora sei que há muito mais lá fora do que imaginamos, e que cegados pela individulidade, pelo egocentrismo, pela necessidade de poder, tentamos explicar tudo através de fatos científicos comprovados. Mas assim como em outros assuntos, isso tudo é muito subjetivo, partindo do pressuposto de que tudo que sabemos, foi contado algum dia por alguém, e como sabemos que aquilo era verdade? Mesmo que existam experiências e pesquisas, mesmo que a ciência em sua magnitude consiga até explicar, há sempre o fator desconhecido, místico, quase que imaginário. Vivemos em um mundo em que a confiança nos outros, a total confiança é dificil, assim como confiar em Deus, uma força maior ou simplesmente o destino, e sem confiança, não há nada concreto. Devemos confiar em nós mesmos.
E como diz o livro, os humanos sentem necessidade de poder, e para isso, manipulam, mentem e começam guerras, tudo para esquecer que temos medo de sentir nossas emoções, nossos medos.
Tememos viver em sincronicidade com nossa alma, enterrando - a fundo, bem abaixo de todas atitudes carnais que executamos por puro medo.
O que eu aprendi no livro? Aprendi que o caminho da felicidade, do perdão e do amor está na convivência dependente, e não independente, do outro.

A Cabana, de William P. Young. Editora Sextante

Saturday, February 20, 2010

Jack cresceu.

Dizem que os homens são como os vinhos: melhoram com a idade. Essa frase já é batida, um clichê digno de cantadas baratas, entretanto, às vezes é a unica expressão capaz de fazer jus ao meu pensamento. Tendo isto em mente, afirmo com toda a convicção possível, que Leonardo DiCaprio é um destes homens, não pela beleza, e sim pelo talento.
Há poucos minutos atrás terminei de assistir Revolutionary Road, já assistira anteriormente, mas gosto de rever os filmes, acredito que na segunda, terceira ou milionésima vez, notamos coisas que previamente passaram batidas por nossos olhos, e hoje não foi diferente. Pensando no ator, protagonista de filmes como This Boy's Life, Romeo+Juliet, Titanic e The Beach, papéis jovens, rebeldes, espirituosos, o que mais me marca, é a beleza. Não que ele estivesse ruim nestes filmes, pelo contrário, ele está maravilhoso, mas ali, pra mim ele era um rosto bonitinho, um rosto lindo. Lindo a ponto de causar histeria em milhares de adolescentes na época de Titanic, lindo de provocar suspiros de qualquer um, ao nadar nas águas paradisíacas de The Beach. É aquele velho caso da beleza superar o talento, entretanto, à medida que o tempo passou, já na casa dos trinta, Leonardo DiCaprio brilhantemente nos mostrou a que veio ao mundo. Filmes como The Departed, Blood Diamond e o maravilhoso Revolutionary Road mostram um homem maduro, capaz de desempenhar papéis intensos, profundos, e marcantes, fugindo assim, do estereótipo "gato de hollywood". Um policial disfarçado, um traficante de diamantes e um homem de família com dificuldade de resolver seus problemas matrimoniais, três homens diferentes ligados apenas pelo nome de seu intérprete. Com a idade, o ator amadureceu de forma a conseguir transformar - se totalmente, o que não se vê nos filmes do final da década de 90. Claro, não devemos desgostar de filmes que no mínimo, tornaram - se ícones, e ctambém, a mudança pode dever-se ao fato de que com a carreira estabilizada, ele possa escolher de seus papéis de forma mais exigente, como aconteceu com Sandra Bullock, mas eu gosto de acreditar que não, gosto de acreditar que não só Leonardo DiCaprio, mas todos nós, melhoramos com o tempo. E só espero que em sua próxima empreitada, a Academia dê o Oscar que com certeza ele merece.

OBS: Na minha opinião, Leonardo DiCaprio sempre foi um ótimo ator, outros filmes maravilhosos dele são: Basketball Diaries, The Man in The Iron Mask, Gangs of New York, Catch Me If You Can e The Aviator.


Saturday, February 06, 2010

Não me levem a mal, acho o wayfarer um dos óculos mais lindos que já vi. É moderno e antigo ao mesmo tempo, tem um "quê" de cult, e, é inegavelmente, uma tendência de moda. Mas eu simplesmente não aguento mais enxergá-lo em todos os lugares, em editoriais de moda de revistas, em filmes, novelas, séries, clipes etc e tal. As celebridades de Hollywood como Robert Pattinson (gato), Orlando Bloom, Jude Law, Lauren Conrad, Vanessa Hudgens, Amy Winehouse, Drew Barrymore e Fergie, entre outros, têm o ícone da rayban como acessório indispensável no red carpet e fora dele também. Mas tudo bem, o que eu falei até agora simplesmente prova que tendências existem, e o quão influenciadoras são, é só andar por Porto Alegre, seja em shoppings, festas, bairros bohemios como a Cidade Baixa, colégios, faculdades e praticamente todo lugar com grande contingente de pessoas, para comprovar. Só que o auge dessa loucura, para mim, chegou no momento em que em um episódio de Medium, estrelado por Patricia Arquette (a loira de Stigmata), Allison, personagem vivida pela atriz, amanhece com os olhos sensíveis à luz, e passa o episódio inteiro usando óculos escuros, que obviamente, são Wayfarer. Mas não são simples óculos, além de terem a armação branca, deixando um composição super desequilibrada uma vez que os estilos não combinam, ele ainda permite que a médium veja numeros nas pessoas, sendo que estes, significam a idade que morrerão. Além de ser muito creepy, o episódio praticamente transforma o maldito óculos em algo mágico, e levanta uma questão interessante: até onde os produtos utilizados em filmes, séries e afins, são parte de uma tendência, ou são merchandising?