Clichês baratos me perseguem,
Estereótipos exagerados me estressam.
A nova moda é a da filosofia de bancas de revistas.
Cabeças ocas, pensamentos aleatórios,
É impossível saber o que as pessoas pensam.
Os olhares não são sinceros, as palavras não são sutis,
Mas a gente tenta esquecer e continuar a viver.
Monday, November 19, 2007
heart broken, once again.
Perder a confiança em alguém é algo que eu não recomendaria a ninguém.
Quando enxergamos que aquela pessoa em que muito já confiamos nos traiu, a sensação é de que o mundo que conhecemos está desabando. Em uma fração de segundo a tua visão sobre as coisas muda, tu passas a analisar tudo que já passou até chegar a este momento, e começa a pensar o quão traída fostes. Será que foi apenas essa vez, apenas um relapso? Ou foi o tempo inteiro? Será que fui tão burra de nunca ter enxergado que havia algo errado?
E as questões não param por ai. Paras para pensar em tudo que confidenciastes ao outro, em toda a exposição indesejada e desconhecida que podes estar tendo, passas a sentir vergonha de si por ter sido tão ingênua. Há esta hora, quantas pessoas devem estar sabendo de seus segredos?
É foda brother, é foda.
Mas tudo bem, digamos que nenhum segredo foi escancarado ao público, mas que foram feitas fofocas sobre ti para outra pessoa, fofocas maldosas sem propósito algum a não ser o de causar constrangimento, desentendimento e tristeza. Como podes ficar bem, sabendo que alguém que já confiastes tanto foi capaz de ser tão duas caras? Capaz de estragar ou quase estragar a tua amizade com outra pessoa através de boatos infundados ou verdades distorcidas. Quem conta aumenta um conto, já dizia o ditado popular.
E o pior é que não sei lidar com isso. Não consigo ter raiva desse tipo de pessoa, sinto raiva de mim. Castigo-me por manter os olhos sempre fechados e viver mergulhada em meu mar de rosas imaginário, onde todos são corretos e verdadeiros. E mesmo depois de inúmeros tsunamis, eu ainda não aprendi. Não aprendi a deixar de romantizar tudo, como se estivesse num filme em que no final dá tudo certo e que num piscar de olhos encontramos amigos para a vida toda. Não aprendi a agir perante situações iguais a essa, não aprendi a ter desprezo por aquele que me dezpreza.
Às vezes eu gostaria de acreditar naquele clichê barato que sempre dizem nessas situações, ou em semelhantes, que quem está perdendo é a outra pessoa. Porque eu não acredito nisso? Porque? Porque?
To sentindo tanta raiva de mim nesse momento.
E dele, não sinto nada. Nem raiva, nem amor, nem perdão, nem mágoa. Sinto falta na verdade, falta daquela pessoa que talvez nunca tenha existido fora da minha cabeça, e do meu coração.
E como cantaria a Tati de Chiquititas: O me coração tem buraquinhos. (Mais uma vez!)
Proponho aqui, caro leitor que não existe, que façamos um mutirão destinado à construção de um hospital para almas perdidas, corações partidos e falta de personalidade e integridade.
Contate essa ingênua aspirante à escritora pelo endereço eletrônico: sonhadoraestúpida@fácildeenganar.com. (porque .com é mais chique.)
Quando enxergamos que aquela pessoa em que muito já confiamos nos traiu, a sensação é de que o mundo que conhecemos está desabando. Em uma fração de segundo a tua visão sobre as coisas muda, tu passas a analisar tudo que já passou até chegar a este momento, e começa a pensar o quão traída fostes. Será que foi apenas essa vez, apenas um relapso? Ou foi o tempo inteiro? Será que fui tão burra de nunca ter enxergado que havia algo errado?
E as questões não param por ai. Paras para pensar em tudo que confidenciastes ao outro, em toda a exposição indesejada e desconhecida que podes estar tendo, passas a sentir vergonha de si por ter sido tão ingênua. Há esta hora, quantas pessoas devem estar sabendo de seus segredos?
É foda brother, é foda.
Mas tudo bem, digamos que nenhum segredo foi escancarado ao público, mas que foram feitas fofocas sobre ti para outra pessoa, fofocas maldosas sem propósito algum a não ser o de causar constrangimento, desentendimento e tristeza. Como podes ficar bem, sabendo que alguém que já confiastes tanto foi capaz de ser tão duas caras? Capaz de estragar ou quase estragar a tua amizade com outra pessoa através de boatos infundados ou verdades distorcidas. Quem conta aumenta um conto, já dizia o ditado popular.
E o pior é que não sei lidar com isso. Não consigo ter raiva desse tipo de pessoa, sinto raiva de mim. Castigo-me por manter os olhos sempre fechados e viver mergulhada em meu mar de rosas imaginário, onde todos são corretos e verdadeiros. E mesmo depois de inúmeros tsunamis, eu ainda não aprendi. Não aprendi a deixar de romantizar tudo, como se estivesse num filme em que no final dá tudo certo e que num piscar de olhos encontramos amigos para a vida toda. Não aprendi a agir perante situações iguais a essa, não aprendi a ter desprezo por aquele que me dezpreza.
Às vezes eu gostaria de acreditar naquele clichê barato que sempre dizem nessas situações, ou em semelhantes, que quem está perdendo é a outra pessoa. Porque eu não acredito nisso? Porque? Porque?
To sentindo tanta raiva de mim nesse momento.
E dele, não sinto nada. Nem raiva, nem amor, nem perdão, nem mágoa. Sinto falta na verdade, falta daquela pessoa que talvez nunca tenha existido fora da minha cabeça, e do meu coração.
E como cantaria a Tati de Chiquititas: O me coração tem buraquinhos. (Mais uma vez!)
Proponho aqui, caro leitor que não existe, que façamos um mutirão destinado à construção de um hospital para almas perdidas, corações partidos e falta de personalidade e integridade.
Contate essa ingênua aspirante à escritora pelo endereço eletrônico: sonhadoraestúpida@fácildeenganar.com. (porque .com é mais chique.)
Monday, October 29, 2007
GIVING UP.
Naquele momento já esgotara todas as esperanças. Resolvi voltar-me ao Deus misericordioso que tanto ouvira falar nas aulas de catequese que freqüentara há uma década. Entre pais-nosso e ave-marias pedia perdão por todos meus pecados intencionais e não intencionais. A esse ponto o desespero me consumia por dentro, cada parte do meu corpo tremia ininterruptamente.
Não entendia porque estava sendo punida. Claro que tive minha cota de pecados durante minha breve vida, claro que alguns deles são considerados pecados mortais (graves), mas numa escala de gravidade, considero-os os mais fracos dos mais fortes. Tantas pessoas que cometeram atrocidades em demasia continuam impunes de seus pecados, enquanto eu estava ali, sendo apedrejada e torturada.
Lá fora a chuva apertava compondo uma sinfonia agonizante no momento em que a água encontrava-se com o asfalto. E eu continuava a rezar, noite adentro, mas agora não pedia mais perdão e sim, uma luz, uma mensagem, um sinal, algo que mostrasse que eu sairia ilesa dessa, no entanto, nada. Pedia também, proteção, e paz de espírito. Queria tanto um momento de calmaria entre as tantas tempestades da minha vida, mas só encontrava escuridão e turbulência à minha frente.
Três horas passaram e nenhum sinal de melhora: era hora de entregar os pontos. Chega a ser uma ironia admitir a falta de força, uma vez que sempre me mostrei forte perante aos outros e até a mim. Lutar incansavelmente por algo é história da carochinha, chega um ponto em que todos cansam e não tem condições de continuar. E quanto antes eu ceder ao trágico destino que me espera, melhor será para mim. Não sentirei mais dor, não temerei a escuridão, não passarei por nenhuma outra tempestade.
Sobreviver é superestimado.
Não entendia porque estava sendo punida. Claro que tive minha cota de pecados durante minha breve vida, claro que alguns deles são considerados pecados mortais (graves), mas numa escala de gravidade, considero-os os mais fracos dos mais fortes. Tantas pessoas que cometeram atrocidades em demasia continuam impunes de seus pecados, enquanto eu estava ali, sendo apedrejada e torturada.
Lá fora a chuva apertava compondo uma sinfonia agonizante no momento em que a água encontrava-se com o asfalto. E eu continuava a rezar, noite adentro, mas agora não pedia mais perdão e sim, uma luz, uma mensagem, um sinal, algo que mostrasse que eu sairia ilesa dessa, no entanto, nada. Pedia também, proteção, e paz de espírito. Queria tanto um momento de calmaria entre as tantas tempestades da minha vida, mas só encontrava escuridão e turbulência à minha frente.
Três horas passaram e nenhum sinal de melhora: era hora de entregar os pontos. Chega a ser uma ironia admitir a falta de força, uma vez que sempre me mostrei forte perante aos outros e até a mim. Lutar incansavelmente por algo é história da carochinha, chega um ponto em que todos cansam e não tem condições de continuar. E quanto antes eu ceder ao trágico destino que me espera, melhor será para mim. Não sentirei mais dor, não temerei a escuridão, não passarei por nenhuma outra tempestade.
Sobreviver é superestimado.
Friday, October 26, 2007
Hurt.
Eu queria que existisse “direção defensiva” pra vida. Assim como a auto – escola nos ensina a dirigir com cautela, para não causar acidentes, correndo o risco de machucar a si ou a outros, eu queria que me ensinassem a viver a vida defensivamente.
Num mundo perfeito as pessoas não se magoariam, não se decepcionariam, não sentiriam dor. Mas como estamos bem longe da perfeição, somos expostos a tais mazelas diariamente, o que além de cansativo, deixa cicatrizes internas profundas. Deveria existir um código de regras para evitarmos o convívio com pessoas duas caras que são dissimuladas o suficiente para convencer a todos de que são pessoas de bom coração. Ou então, já que a cada dia descobre-se o caminho para uma tecnologia nova e mais apurada, os brilhantes cientistas espalhados pelo imenso planeta Terra poderiam criar um tipo de sensor que alertaria às pessoas quando estão frente a uma situação decepcionante, ou alguém que pode te magoar.
Na verdade eu só queria parar de acreditar que todas as pessoas são de bem, até provarem o contrário, pode parecer que não, mas eu sou muito ingênua, pelo menos em relação ao caráter das pessoas. E eu não sou uma exceção, já magoei, causei dor, fui desonesta com quem não merecia. Mas eu sou humana porra! E como humana, tenho uma predisposição a cometer atitudes equivocadas, entretanto, nunca fiz nada proposital, como muita gente faz. Eu sou esquentada, eu brigo, berro, esperneio e faço drama demais, mas eu nunca machuquei alguém de propósito, pelo contrário, na maioria das vezes que as pessoas me magoam, eu acabo por sentir compaixão por elas, e perdoá –las, somente para agirem da mesma forma novamente. Acho que sou masoquista.
Bom, venho aqui propor um acordo: minha eterna gratidão, por uma forma de não me magoar mais. O amor ao próximo é tão necessário quanto respirar, pena que nem todo mundo reconheça isso.
Num mundo perfeito as pessoas não se magoariam, não se decepcionariam, não sentiriam dor. Mas como estamos bem longe da perfeição, somos expostos a tais mazelas diariamente, o que além de cansativo, deixa cicatrizes internas profundas. Deveria existir um código de regras para evitarmos o convívio com pessoas duas caras que são dissimuladas o suficiente para convencer a todos de que são pessoas de bom coração. Ou então, já que a cada dia descobre-se o caminho para uma tecnologia nova e mais apurada, os brilhantes cientistas espalhados pelo imenso planeta Terra poderiam criar um tipo de sensor que alertaria às pessoas quando estão frente a uma situação decepcionante, ou alguém que pode te magoar.
Na verdade eu só queria parar de acreditar que todas as pessoas são de bem, até provarem o contrário, pode parecer que não, mas eu sou muito ingênua, pelo menos em relação ao caráter das pessoas. E eu não sou uma exceção, já magoei, causei dor, fui desonesta com quem não merecia. Mas eu sou humana porra! E como humana, tenho uma predisposição a cometer atitudes equivocadas, entretanto, nunca fiz nada proposital, como muita gente faz. Eu sou esquentada, eu brigo, berro, esperneio e faço drama demais, mas eu nunca machuquei alguém de propósito, pelo contrário, na maioria das vezes que as pessoas me magoam, eu acabo por sentir compaixão por elas, e perdoá –las, somente para agirem da mesma forma novamente. Acho que sou masoquista.
Bom, venho aqui propor um acordo: minha eterna gratidão, por uma forma de não me magoar mais. O amor ao próximo é tão necessário quanto respirar, pena que nem todo mundo reconheça isso.
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