Aquela velha frase, conhecida por muitos e citada, em suas variações, por todos, “namorados vêm e vão, amigos permanecem” está sujeita a muitas interpretações, mesmo que as pessoas, em sua grande maioria, não enxergam isso. Claro que não existe uma interpretação correta que anule todas as outras, tudo depende do interpretador e do que ele pretende interpretar.
Veja bem, sempre acreditei que essa frase implicava que deveríamos sempre dar prioridade aos amigos, e não aos namorados, porque estes últimos podem nos deixar, enquanto os amigos permanecerão eternamente com a gente. Os amigos verdadeiros, claro. Mas essa interpretação, mesmo que seja a mais comum, hoje me parece um tanto radical. Digamos que eu vá seguir esta linha de pensamento, e eu tenha um namorado que não agrada meus amigos, e estes me aconselham a largá – lo, eu devo simplesmente acabar com a relação pela incerteza do tempo de permanência da pessoa em minha vida, e opinião dos meus amigos? Acho que esta atitude, além de precipitada, é o melhor exemplo do caminho aparentemente mais seguro que possamos seguir: o de se esconder atrás de desculpas com a finalidade de evitar uma possível desilusão.
Por muito tempo acreditei nesta interpretação acima, mas recentemente, passei a enxergar o infame ditado com outros olhos, mais seguros de si e corajosos. Odeio a expressão amigos verdadeiros, já utilizada acima, mas infelizmente no mundo em que vivemos hoje, somente a palavra amigo, não traz o mesmo sentido, enfim, amigos verdadeiros possuem contratos, redigidos pelo nosso sub – inconsciente, e firmado pelo mesmo. Nestes contratos, a mesma expressão utilizada em cerimônias matrimoniais “na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte os separe”, está naquelas pequenas cláusulas, de corpo 5, das quais os mais afobados esquecem de ler, e os mais cuidadosos lêem minuciosamente. Ou seja, amigos estão ai para todas as ocasiões, inclusive as que possuem nuvens pretas pairando suas cabeças, o que me leva a interpretação a qual acredito agora, que se eu estiver em um relacionamento com uma pessoa da qual meus amigos não aprovam por acharem que irei me magoar, não devo terminá – La, se essa não for a minha vontade. É ai que se encontra o sentido de tudo, uma vez que partimos da premissa de que os amigos estarão contigo sempre, e que devemos arriscar, e perder, e se magoar, para então crescer.
Não é certo nos escondermos atrás das opiniões dos outros para não enxergarmos o possível medo que temos do desconhecido, assim como não é certo alguém utilizar – se do posto de amigo para, de certo modo, talvez não intencional, de manipular o outro. Se forem amigos mesmo, daqueles que poderíamos um dia chamar de família, darão suas opiniões e então calados ficarão, até o momento em que precisarem manifestar alegria pela felicidade ou simpatia pela dor alheia. Não é segredo algum que da prática se obtém experiência, e que amor incondicional e verídico suporta tempestades, tornados e terremotos.
Friday, December 19, 2008
Saturday, December 06, 2008
Amizades oportunistas são corriqueiras e devastadoras quando uma parte não conhece a verdade. Aposto que em algum lugar do mundo, diariamente, no mínimo uma pessoa descobre que a amizade tão verdadeira que achava ter, mostrou – se ser fruto do oportunismo de outra pessoa.
E descobrir isso, magoa.
E uma partezinha de ti simplesmente morre.
E descobrir isso, magoa.
E uma partezinha de ti simplesmente morre.
Saturday, November 29, 2008
O ditado “quem avisa, amigo é” devia ser “quem avisa, fudido está”.
É impressionante a nossa capacidade, quando apaixonadas, de ficar cegas a ponto de não enxergar a verdade, que está vestida de rosa Pink e verde limão neon, berrando tão alto quanto um vendedor de pamonha. O amor é cego, dizem as pessoas. O amor é cego, surdo, burro e estúpido.
É impressionante a nossa capacidade, quando apaixonadas, de ficar cegas a ponto de não enxergar a verdade, que está vestida de rosa Pink e verde limão neon, berrando tão alto quanto um vendedor de pamonha. O amor é cego, dizem as pessoas. O amor é cego, surdo, burro e estúpido.
Wednesday, October 15, 2008
A mente humana é realmente fascinante! Eu estou em um momento da vida em que nunca estive tão feliz, tão centrada (na medida do possível) e tão certa das minhas atitudes, no entanto, sei que daqui um tempo olharei pra trás e pensarei que poderia ter feito diferente, mas isso não me impede de fazer o que acho estar correto agora. Acho que é um requisito para o ser humano, arrepender – se de algo pelo menos uma vez na vida, e quem diz que nunca o fez, com certeza o fará. É normal analisarmos situações uma vez que estas já passaram, pois conseguimos raciocinar melhor, enxergando aquelas nuances que outrora nos passaram batidas. Mas apesar de ser normal, não há como evitar os sentimentos de culpa, decepção e arrependimento, entre outros, que parecem tomar posse dos nossos corpos de tempos em tempos. Ou talvez só do meu, mas seria muita presunção da minha parte acreditar que algo só acontece comigo, muita presunção e muito egocentrismo, mesmo. Mas isso é assunto para outro dia, outra hora e, com certeza, outro lugar. Voltando ao propósito inicial disto, não consigo entender como posso me arrepender, se no momento em que fiz, acreditava piamente que era o correto a se fazer? Tudo bem que futuramente estarei mais madura, experiente e responsável, o que me leva ao ponto crônico de tudo: não importa se agora penso que agi erroneamente no passado, porque o ontem é o ontem, e eu não sou a mesma pessoa, nós mudamos diariamente, moldando aos poucos quem seremos no futuro. É que nem pensar num antigo namorado e comentar em como fui burra de achar que o amava, pois vejo agora que aquilo não era amor, mas na época, o que eu conhecia e acreditava ser amor era aquilo que sentia. Uma ação não anula a outra, não quando estão situados em diferentes épocas da vida de uma pessoa. Contudo, quando olhamos para trás não pensamos em como éramos diferentes, assim como a vida e o mundo, mas olhamos criticamente, apontando cada suposto erro e depois nos martirizando por dias, até acharmos outra coisa para se arrepender. E assim começa um círculo vicioso, que passa desapercebido, por já ter se tornado rotina.
Subscribe to:
Posts (Atom)