Monday, June 01, 2009

A maturidade não tem nada a ver com idade ou trabalho. A maturidade vem através das experiências que as pessoas já tiveram, experiências que nem sempre são boas, mas que tem o propósito de ajudar a te moldar, de forma que tu vires adulta, madura e responsável, com senso de caridade, além de respeito e justiça.
A maturidade em tão pouca idade é rara, admirável, mas rara. Poucas são as pessoas que passam por inúmeras situações que põe a prova nossa saúde física e mental e saem com a cabeça erguida, pronta para assimilar tudo que possa vir a ser positivo na sua formação. Mas a cada pedra no caminho, a cada baque que a gente leva, costumamos criar uma casca dura, uma armadura, que não permita que as pessoas olhem pra dentro e vejam o quão frágil essa mulher pode ser, por mais forte que ela aparente. E essa armadura é eficaz, muitas vezes até demais. Passamos tanto tempo tentando esconder nossas fragilidades, preocupações e sentimentos, seja por vergonha ou por sentir que outras pessoas precisam de nós para seguir vivendo, que acabamos abdicando de nossas necessidades. Necessidades de amar e deixar ser amada, poder desabafar e ser confortada, abraçada, beijada.
Passamos tanto tempo escondendo no âmago de nosso ser todas aquelas coisas que nos tornariam demasiadamente humanas, tentamos ser super mulheres que fazem malabarismos, que são modernas e ao mesmo tempo antiquadas, amélias feministas que ajudam a todos, menos a si mesmo. Escondemos tanta coisa inutilmente. Porque uma hora a bomba explode, e ela não se importa com horário ou localização. Cada vez que optamos por ignorar algo e guardar dentro de nós para nao admitir fraqueza ou ter medo de colocar a cara a tapa, o pavio queima um pouquinho, e quando termina, deixa a desolação em seu lugar. Ou estouramos com os outros, falamos coisas que nao queríamos nem devíamos e machucamos, ou desabamos em lágrimas, nos odiando por estar chorando, por perder o controle, por vivermos a vida que vivemos. E por mais que no pior cenário a gente magoe uma pessoa, ela com certeza vai superar e talvez nunca mais dirigir a palavra a nós, que ficaremos com esfolados para sempre, esfolados que nunca cicatrizarão.
Maturidade não é aguentar tudo sem reclamar, é saber admitir seus erros e fraquezas e buscar em amigos e familiares força e ajuda para superar os obstáculos. O diálogo será sempre o melhor caminho. Em qualquer situação.

Wednesday, May 27, 2009

Passei minha vida reclamando de Porto Alegre. Odiava o fato de ser uma província filha da puta, odiava a escassez de cultura, como eu costumava dizer. Mas há um tempo atrás eu conheci a verdadeira cidade que moro, cheia de contrastes urbanos, natureza por todos os lados, e bairros antigos com charme digno de uma cidade como Buenos Aires.
E hoje vejo o quão bitolada eu era, o quão deslumbrada com cidades cosmopolitas como São Paulo, ou ensolaradas e com praia como no Rio e até super organizadas como Curitiba, a ponto de odiar a cidade que me acolheu desde que nasci, que a cada dia que passa me surpreende como novas coisas, que cresce constantemente mas não perde o provincianismo, que tanto reclamava, e que agora simplesmente adoro.
Hoje caminhava pelas ruas e observava tudo com os mínimos detalhes, como o gari que me pediu dinheiro para tomar um cafezinho, ou um hippie louco que me deu uma flor de presente. Pensei nas milhares de vezes que caminhei pela cidade baixa, que durante o dia é uma coisa e durante a noite, outra totalmente diferente. Lembrei dos domingos que passei no parcão ao sol, ou das vezes que vi o pôr na beira de ipanema. As idas no buda da redenção, com direito até a pedidos, as tardes no jardim botânico, rodeada de natureza. E cara, não parou por aí, e se eu continuasse a descrever tudo que lembrei, não pararia tão cedo, então, deixa pra próxima.
Só sei que seja aonde for, como diria uma das personagens que mais gosto, "There's no place like home".

Wednesday, May 20, 2009

quando a chuva vem, eu simplesmente adoro. O cheiro que a acompanha, invade meu apartamento de forma inebriante, o tilintar dos pingos de água caindo na minha janela servem como canção de ninar. É como se São Pedro chorasse, e eu, como uma boa sentimentalista, choro junto. Mas não é um choro com pesar, é revigorante. O meu choro de dias de chuva geralmente serve pra limpar, tirar todas as energias ruins e depois, sorrir. Sorrir como uma criança abrindo presentes de natal, ou uma mãe que pega seu bebê pela primeira vez, um sorriso contagiante e sincero, capaz de iluminar a face mais carrancuda.
A chuva lava a cidade e a alma, dá oportunidade para recomeçar do zero, tira o peso do mundo das minhas costas. E o melhor de tudo, é que depois que a chuva vai embora, aparece o sol para aquecer os corações dos desolados, e iluminar o caminho.

Monday, May 18, 2009

Uma música pode te levar à qualquer lugar, te fazer sonhar e voar pela imensidão do universo. Uma boa música atiça a memória perdida e transborda o coração de sentimentos puros e inocentes. Os filmes funcionam da mesma forma. Te fazem rir, chorar, gritar de raiva. Te transportam à epocas passadas e ao futuro, recriam episódios históricos e criam mundos inusitados e ensinam lições de vida. Quando acontece a dobradinha, um bom filme com uma trilha sonora do caralho, o cinema atinge um novo nível, vide filmes como Quase Famosos e Alta Fidelidade.
E tem gente que não vê filmes e apenas escuta funk.