Muitas vezes me perguntava se não deveria ser mais regionalista, ostentar mais meu orgulho de ser gaúcha e seguir as tradições do povo do sul. Muitas vezes me senti mal por não fazer nada das coisas citada acima, sentia até um pouco de vergonha, tamanho o descaso que pensava ter em relação à terra em que nasci, me criei e sempre me fez sentir amada. Mas recentemente, ao ser confrontadas por outras culturas, pensei mais afundo no assunto que me incomodava e cheguei a um insight no minimo esclarecedor, dei - me conta de que a tradição gaúcha já está impressa em mim, seja no modo de falar, seja no modo de defender minha terra querida com tanto ardor. Não preciso me vestir de prenda e dançar a chula para demonstrar meu orgulho, já o demonstro todo dia ao não negar minhas raízes. Eu sou gaúcha mesmo porra, gaúcha que fala bá, que acredita na força do povo e no potencial do estado, e não há ninguém capaz de me convencer do contrário.
É fácil falar e criticar quando não se conhece muito bem algo, é fácil falar quando uma cabeça fechada causa uma miopia, é fácil falar quando acredita - se ser superior a tudo isso. Mas tudo bem, todo mundo tem direito a sua opinião, mesmo que a mesma seja infundada. Mas criticar? C R I T I C A R o fato de porto alegre não ser capitalista ao ponto de saturar o mercado, as ruas e o ar que respiramos? Criticar por sermos um povo que acima de tudo valoriza tudo que passamos, aliás, nossos ancestrais passaram, e que nos permite viver hoje em harmonia?
Sunday, August 16, 2009
Cate's travel to the planet Earth. (a controversial bedtime story)
Cate doesn’t belong in planet earth. She wasn't born here. She's from a planet in a galaxy far far away, where everything is pink and green, people are kind and full of love and respect for each other, and violence, poverty and destruction simply doesn't exist. She literally lives in a sea of roses. Recently she came to our planet in a kind of exchange program, to learn more about humans, the planet earth, and our culture. The first few days she was amazed with all the high technology, since her planet doesn't have our kind of advance in this area. But when initial shock of culture passed, she began to see the reality that surrounds everyone in this fucking planet. She saw children dying from awful diseases, being beaten to death, living in the streets with their parents being obligated to ask for money, old people being mistreated, abandoned by their families, living in poverty. She saw wars, destruction, tragedies and tears, a lot of tears. Her heart began to hurt like someone was with his hands around it, squeezing back and forward in such intensity that she couldn’t handle any more, cut her trip short and got back to her planet. When she arrived, she went to talk to an elder of her village and described all the awful things she’s had seen in this really short trip to earth, questioning why there were such things in a planet full of natural beauty and technological progress. The much more elderly man told her that everything happens for a reason, and in the case of planet earth, the greed of men was more powerful than any other feeling, leading the civilization into a path of destruction. He also said that her planet was such a beautiful and fair place to live because everyone agreed to live a simple life, far from everything that could be a danger to the peace of that planet. In that moment, Cate realized that she had only to thank God for being such a lucky person for living in a planet so wonderful.
Thursday, August 13, 2009
Sobre o tempo e clichês com um molho agridoce.
O tempo é uma coisa muito relativa. Podemos conhecer por décadas alguém ou uma cidade sem realmente conhecê- las ao mesmo tempo em que com apenas alguns meses podemos conhecer bem a fundo alguém ou algum lugar. E mais uma vez a Laura abusa de clichês para conseguir expressar o que se passa nessa cabeça deveras confusa e lotada de coisas. Mas se pensarmos que um clichê geralmente é um ditado e que este pode vir a ser originado de uma simples observação que é tão corriqueira que acaba sendo feita por muitas pessoas num pequeno espaço de tempo, tornando - se assim, repetitiva, não me parece haver muitos problemas no clichê em si. O detalhe é que hoje, automaticamente as pessoas ligam o uso do clichê à falta de criatividade e/ou vocabulário para expressar o que pensa. Mas assim como na língua inglesa existem expressões que não tem como traduzi - las para o português sem perder sua essência, o mesmo acontece em algumas situações em que a melhor forma de expressá - la verbalmente é na base do clichê. E aí estamos num beco sem saída, explicamos de uma forma inédita correndo o risco de que ninguém entenda nossa linha de pensamento, ou utilizamos as malditas frases feitas deixando abertura para sermos criticados em relação à nossa criatividade e objetividade (coisa que eu definitivamente não tenho ao escrever).
Se as pessoas não perdessem tanto tempo criticando os outros, talvez não perderíamos tanto tempo pensando numa abordagem verbal defensiva, que da mesma forma que na direção defensiva, nos protegerá dos motoristas/leitores/escritores/observadores imprudentes.
Se as pessoas não perdessem tanto tempo criticando os outros, talvez não perderíamos tanto tempo pensando numa abordagem verbal defensiva, que da mesma forma que na direção defensiva, nos protegerá dos motoristas/leitores/escritores/observadores imprudentes.
Sunday, August 09, 2009
Fool me once, shame on you, Fool me twice, shame on me.
Eu meio que estou ficando cansada dessa história de que a gente tem que sofrer e bater de cara na parede pra amadurecer. Chega uma hora que não da mais. Quantas vezes terei que sofrer e me decepcionar pra aprender a distinguir quem me faz bem e quem não faz? Quantas lágrimas terei que derrubar, surras mentais terei que me dar até aprender que nem todo mundo que é simpático comigo virá a ser uma boa pessoa? Eu simplesmente não tenho discernimento, e só descubro que a pessoa não presta quando ela já me traiu, magoou e rapidamente foi embora.
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