Deus colhe a flor quando ela está mais bonita.
Perdi as contas de quantas vezes ouvi esta frase, sempre em uma situação de perda, e por mais que eu queira acreditar, meu corpo, aliás, meu intelecto, se recusa. Como assim ele colhe quando está mais bonita? Deitada em uma cama de hospital após anos de tortura por medicamentos que na tentativa de curar algo, pioram o resto, pálida, fraca e sofrendo, é quando a flor está mais bonita? Quando uma família inteira foi devastada por inúmeras promessas de cura, sempre derrubadas por ineficácia, vivendo dia após dia rezando para que tudo melhore, sem nenhum resultado, é o mesmo que uma flor em seu estado mais formoso? E aquela pessoa que passou uma década em estado vegetativo, submetendo seus entes queridos a situações horrendas, vendo um corpo sem vida, entretanto com vida, aos poucos definhando? O que pode ter acontecido em 10, 15anos na vida de uma pessoa assim, para que se torne apta à colheita?
Eu gostaria de entender. Eu gostaria de acreditar que não estamos aqui na Terra apenas por um capricho de um ser mais poderoso, que na mesma linha do Jigsaw de Jogos mortais, nos submete a testes de resistência e coragem, para aprendermos a apreciar a vida que nos foi dada, nem que seja em nosso leito de morte. Eu sei que nós só conseguimos aprender e crescer através dos nossos erros, e da consciência de te-los cometido, mas é necessário tanto sofrimento? Porque na minha cabeça, por mais confusa que seja, uma afirmação como a apresentada acima, não consiste com a ideia que muitos pregam de que Deus nos deu o planeta Terra e nós humanos o destruimos com a ganância e o egocentrismo, porque logo, se Deus tem o poder de nos levar daqui quando estamos mais bonitos, ele também tem o poder de interferir nas atrocidades que acontecem no mundo em que vivemos, impedindo que milhares de pessoas todos dias se viciem em crack, que crianças sejam estupradas, muitas vezes pelos próprios pais, que moradores de rua sejam espancados à morte por alguém com um senso de humor muito sinistro.
Conflito, é isto que acontece na minha cabeça, é isto que é pregado diariamente por padres, rabinos e outros instrumentos da palavra de Deus, Alá, Oxum e sei lá mais quem. Somos bombardeados com a idéia que temos total controle da vida, que Ele, lá em cima, não pode interferir no curso de nossas vidas, mas é só algo horrível acontecer, um falecimento, uma doença, para ouvirmos que Ele só nos dá o que podemos aguentar. E não é que eu não acredite em Deus, porque eu acredito, eu fui criada na religião católica, eu tenho fé em uma força maior, que me dá forças quando eu preciso, mas no fundo eu sei que 90% dessa fé é apenas meu cérebro tentando de alguma forma me fazer acreditar que sou capaz de algo, porque a grama do vizinho é sempre mais verde, e é mais fácil aceitar que alguém acredita na gente, ao invés de acreditarmos em nós mesmos.
E mesmo sabendo que a minha fé pode totalmente ser explicada pela ciência, eu rezo, antes de dormir, quando estou com medo, preocupada. Eu rezo para que o dia de amanhã seja melhor, que minha família e amigos fiquem a salvo, eu rezo pela minha felicidade. E na maior parte do tempo é o bastante, eu não preciso ficar analisando meus “atos de fé”, mas é só alguém adoecer ou morrer, que as duvidas, e a confusão, tomam conta, e quando eu escuto aqueles clichês próprios para estas ocasiões, por um momento, às vezes longo, eu paro de rezar, eu perco a vontade de acreditar em algo que não pode ser medido e que não tem provas físicas de sua existência. E quando me dizem que tudo passa, que com o tempo as coisas melhoram, eu consigo dormir mais segura, não porque a dor e a saudade foram embora, porque elas não vão - na verdade, com o tempo, elas pioram – mas porque eu sei que em algum momento eu vou voltar a rezar, e assim, continuar esse circulo vicioso e conflitante de fé.
Tuesday, May 04, 2010
Dear John, novo filme de Channing Tatum (G.I Joe) e Amanda Seyfried (Mamma Mia! e Big Love), é o The Notebook nos dias atuais. Na verdade, mão é tão dramático quanto o The Notebook, mas é mais realista, pelo menos de um modo que possamos relativizar. O filme além de mostrar uma história de amor que vence os maiores obstáculos, mostra a realidade da guerra que de um jeito ou de outro, acabamos ignorando. Vale a Pena Ver.
Friday, March 05, 2010
U Got Talent.
Puts, eu adoro televisão, sou capaz de ficar o dia inteiro pasando de canal em canal na net. E apesar de adorar reality shows e talent shows, tem um que nunca me chamou atenção: America's Got Talent. Quer coisa mais estúpida do que um show de talentos cujos jurados são pessoas tipo Sharon Osborne, David Hasselhoff, Jerry Springer, Howie Mandel e etc? Sem contar que a maioria dos finalistas são sempre cantores e dançarinos, e pra julgar isso, já existem programas muito melhores e de maior qualidade como American Idol e So You Think You Can Dance. Tendo isso em vista, sempre passei batido por esse programeco que mais parece uma versão americana do programa do Raul Gil.
Existem muitos talentos além de cantar e dançar, mas as vezes parece que as emissoras esquecem isso, e focam apenas nos tipos de talento que mais atraem o povo. Ok, afinal de contas, são negócios beibe, e sem audiência, nada dura. Entendo perfeitamente mas não deixo de querer que algum dia esses programas sejam mais completos.
Pelo menos isto acima era o que eu achava até ontem, até na verdade entrar no blog do meu amigo Eduardo e me deparar com o video de uma guria sensacional que conta histórias através de ilustrações feitas com areia e os dedos. Fiquei tão enlouquecida querendo ver mais, que quando abri o youtube para procurar outros videos, descobri que ela era a vencedora de 2009 do Ukraine Got Talent. Deus abençoe as franquias de programas (mesmo que o America's seja franquia também, e seja uma merda)! Fiquei muito feliz quando descobri que em algum lugar do globo, as emissoras e o público conseguem valorizar artistas deste tipo. E realmente é lindo, além de emocionante. Kseniya Simonova é o nome da artista de 24 anos que, segundo algumas reportagens achadas na internet, emocionou o país na final do programa, levando a pláteia às lágrimas. Imagine se houvesse maior espaço para artistas assim na televisão? Sendo a televisão uma das maiores ferramentas de comunicação de massa, eles no mínimo seriam mais valorizados e o público ampliaria sua gama de interesse. Seria uma situação lucrativa para ambos os lados.
Gostaria de ligar a televisão um dia e ver um cara que vi em Bariloche que não tinha as pernas e pintava com um canudinho, assoprando a tinta num quadradinho de cerâmica, e criando composições incríveis, ou um grupo de artistas de Cancun que faziam retratos realistas com tinta em spray, em menos de 5 minutos. Pessoas assim, que tem um enorme talento e infelizmente só conseguem ser vistos se tabalharem nas ruas, mereciam um prêmio. Com certeza mereciam.
Existem muitos talentos além de cantar e dançar, mas as vezes parece que as emissoras esquecem isso, e focam apenas nos tipos de talento que mais atraem o povo. Ok, afinal de contas, são negócios beibe, e sem audiência, nada dura. Entendo perfeitamente mas não deixo de querer que algum dia esses programas sejam mais completos.
Pelo menos isto acima era o que eu achava até ontem, até na verdade entrar no blog do meu amigo Eduardo e me deparar com o video de uma guria sensacional que conta histórias através de ilustrações feitas com areia e os dedos. Fiquei tão enlouquecida querendo ver mais, que quando abri o youtube para procurar outros videos, descobri que ela era a vencedora de 2009 do Ukraine Got Talent. Deus abençoe as franquias de programas (mesmo que o America's seja franquia também, e seja uma merda)! Fiquei muito feliz quando descobri que em algum lugar do globo, as emissoras e o público conseguem valorizar artistas deste tipo. E realmente é lindo, além de emocionante. Kseniya Simonova é o nome da artista de 24 anos que, segundo algumas reportagens achadas na internet, emocionou o país na final do programa, levando a pláteia às lágrimas. Imagine se houvesse maior espaço para artistas assim na televisão? Sendo a televisão uma das maiores ferramentas de comunicação de massa, eles no mínimo seriam mais valorizados e o público ampliaria sua gama de interesse. Seria uma situação lucrativa para ambos os lados.
Gostaria de ligar a televisão um dia e ver um cara que vi em Bariloche que não tinha as pernas e pintava com um canudinho, assoprando a tinta num quadradinho de cerâmica, e criando composições incríveis, ou um grupo de artistas de Cancun que faziam retratos realistas com tinta em spray, em menos de 5 minutos. Pessoas assim, que tem um enorme talento e infelizmente só conseguem ser vistos se tabalharem nas ruas, mereciam um prêmio. Com certeza mereciam.
Wednesday, March 03, 2010
The phantom of the opera is there... inside your mind.
Simplesmente adoro O Fantasma da Ópera! As músicas em especial, ainda mais a do próprio fantasma, que no filme de Joel Schumacher, é interpretado por ninguém menos que Gerard Butler. Que homem, eu digo. Que homem tão maravilhoso que consegue fazer com que uma deformidade facial não seja tão ruim de encarar, que tem uma voz que dá vida ao personagem sombrio, uma voz com um quê de rock, e não ópera. Enquanto a maioria dos atores cantam de forma suave e aguda, ele esbanja emoção, e sombriedade dignas de um gênio que a vida castigou. Sou com certeza do "team Fantasma", não por Gerard Butler, apesar de que ele facilita que nos apaixonemos pelo personagem, mas pelo tom do relacionamento dele com Christine. Desde pequena, quando escutava a gravação original da Broadway, sentada na sala da minha avó, que a história rondava minha cabeça, e sempre desejei que por algum milagre a história fosse reescrita, e Christine e o Fantasma ficassem juntos no final. Querendo, ou não, ela o ama, mesmo que no final não pareça, devido as atrocidades que ele comete, e o ama de uma forma muito mais pura do que Raoul.
O amor de Christine e Raoul é um sonho, é a utopia de qualquer menina: casar com aquele menino por quem apaixonara - se quando criança, o famoso reencontro, a sensação de destino cumprido. O amor entre o fantasma e Christine, vai mais à fundo, é um amor de almas, nutrido aos poucos através do aprendizado, o mestre e a aprendiz que com o passar do tempo, tornam - se indispensáveis para o outro. Foi graças ao fantasma que Christine debutou como cantora, foi graças a ele que alcancou o estrelato, e foi ele que lapidou seu dom bruto. E apesar disso tudo, imagina - se que ela teria um pouco mais de compaixão, mas infelizmente, não. Cegada pela utopia e pelo sangue derramado, abandona seu criador. E tudo poderia ter sido evitado, se ela e Raoul respeitassem os desejos do fantasma, expressos nos bilhetes mandados.
Um gênio atormentado que busca apenas ser amado como uma pessoa normal. Muito melhor que um visconde maricas.
Gerard Butler cantando minha música preferida em uma de minhas cenas preferidas.
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